domingo, agosto 19, 2007

Início atribulado das férias- República Dominicana

Preparados para um filme de acção, suspense, comédia (agora, na altura nem por isso) e acima de tudo azar???? Então aqui fica o relato do nosso início de férias... ou não...
Sábado, 21 de Julho 2007
O avião iria partir às 13h de Lisboa. Apesar de o check-in abrir 3h antes, como queriamos ir num bom lugar por causa dela, o marido foi cerca de 4h antes para tomar lugar. Quando lá chegou o check-in até tinha já aberto, mas foi-lhe dito que teria de ter as 3 pessoas presencialmente. Ok, os lugares ficaram marcados, faltava apenas apresentarmo-nos e entregar então a bagagem. Cerca de 2h antes do vôo lá estavamos nós. Entregar bagagem a curtir o início de férias. E aqui começa a história.
Ao pôr as malas em cima do tapete de recolha, o Mário esqueceu-se que tinha lá colocado a bolsinha (aberta) com passaportes, BIs, etc. CAOS! E agora? Sem isso não poderíamos embarcar. A "gaja" (para não lhe chamar outra coisa) do check-in disse logo que não iriamos nunca mais encontrar nada, pois os tapetes são unidos por fendas entre si, onde era muito fácil entrarem os passaportes e BIs. DESESPERO!
Meio mundo de técnicos responsáveis pelos tapetes à procura dos nossos documentos. Nada! Todos nos diziam que era muito difícil encontrar algo. Passado um bom bocado apareceu a bolsa... mas sem nada lá dentro. Mais algum tempo apareceram os 2 documentos do Mário. E nada mais que isto. Conclusão: ficámos em terra. O avião partiu sem nós. Desesperei. Fiquei de rastos. Não consigo explicar... o que nos valeu foi a ajuda do meu pai, que nos tinha ido levar e esteve até ao último minuto connosco, a guardar a Carolina. Eu e o pai estavamos passados, sem cabeça para nada. Ele guardou-a e ainda me tentou acalmar. Obrigada pai.
Entretanto soubemos também que já não havia mais lugares em vôos próximos. Estavam todos cheios. A operadora tinha vendido todos os lugares até Agosto e em Agosto não poderíamos viajar porque íamos para os Açores.
Passado já cerca de uma hora de o vôo ter partido sem nós, apareceram todos os documentos, aos poucos. Os últimos foram os passaportes de nós duas e o BI da Carolina. Comecei logo a fazer filmes, a pensar que já alguém os tinha roubado e tinha embarcado com uma criança raptada em nosso nome. Não dá para imaginar os filmes que fiz! Isto também porque o meu BI desapareceu, como disse, pelos tapetes e foi encontrado no chão do aeroporto. Não fazia sentido. Percebi (ou supus) depois que provavelmente ia dentro do passaporte do Mário quando lho foram entregar e caiu pelo caminho que os tais técnicos percorreram.
Mas a história está bem longe de acabar. Esta foi a 1ª parte. Vem aí a parte 2:
Bem, a responsável pela companhia aérea, ainda durante o "embarca não embarca" mandou a tal gaja do check-in separar as nossas bagagens. Ora não tendo nós enbarcado, fomos para outro local no aeroporto buscar as malas. Esperamos e esperamos e nada de malas. Fala com este, fala com aquele e já estavam mais de 15 homens por ali fora à procura das ditas. Nada de malas. Apareceu até o rapaz que as tinha posto no tapete de devoluçao que nos disse "eu fui o responsável pelas malas. Juro que as separei e que as vim pôr neste tapete. Esperei inclusivé que elas chegassem a este lado para ter a certeza que lá ficavam". Mas como era possível? As malas não estavam em lado nenhum. E uma delas via-se tão bem, tem cores bem garridas. Roubaram-nos as malas, achamos nós. Chegou a pôr-se a hipótese de alguém as ter roubado e abandonado no aeroporto e se tal acontecesse seriam feitas explodir como a qualquer bagagem roubada. As roupas da minha filha, tanta coisa, tudo lá dentro. Já estava a ser demais para a minha camioneta...
Às tantas aparece a tal senhora que tinha mandado a gaja separar as nossas malas, com a solução para o mistério. A culpa era da gaja do check-in que feita estúpida tirou os últimos 3 digitos de um número de 6 algarismos, o que coincidiu com outras malas, ou seja, as nossas malas estavam a caminho de Punta Cana e as malas de alguém que estava a viajar estavam em terra. Que raiva!!!!!!!!! Se apanhasse a gaja a minha frente... Um problema, uma solução: o avião chega lá e regressa, por isso vai-se dar ordem para as malas virem de volta e chegam cá amanhã de manhã. Fizemos a reclamação e era só esperar que iriam ser entregues no Domingo, em nossa casa.
Acabou a 2ª parte... mas não a história. Vamos à 3ª parte:
Domingo. Acordamos (não fazem ideia do que é dormir em casa quando se devia estar a dormir num hotel de luxo do outro lado do Atlântico). As horas passam e nada de malas. Acabados de almoçar, rumo ao aeroporto. Chegamos lá e... não havia malas! Onde estão? Ninguém sabe! Quem é o responsável? Cada um empurra as culpas para o outro...
Depois de muitos telefonemas (o rapaz da operadora turística, a mulher da nossa agência de viagens...), chegamos à conclusão que as malas tinham ficado em Punta Cana... PROVAVELMENTE... e que não as tinham mandado para trás. E agora? Com malas ainda podíamos decidir ir para outro sítio, mas sem malas não iríamos a lado nenhum... o vôo seguinte a voltar só chegava a Lisboa na 3ªf de manhã...
2ªf, 9h30 da manhã. Estavamos à porta da nossa agência de viagens para tentar arranjar soluções. No meio de tudo isto temos a sorte de ter uma agente de viagens muito boa e grande profissional, que se desfez em telefonemas para solucionar a coisa. Depois de 1000 telefonemas (já toda a gente sabia que nós eramos os dos documentos nos tapetes, por esses operadores e por esse aeroporto fora. lol) conseguimos o impossível. Apesar de o operador turístico com quem iríamos viajar não ter lugares em avião, outro operador tinha ainda 3 livres e disponibilizou-os ao nosso operador por uma quantia "simbólica" de 500 euros para os 3... EM CLASSE EXECUTIVA!!! Só havia bilhetes em classe executiva, todos os outros estavam vendidos, e nós nem olhamos para trás. O dinheiro do outro vôo estava perdido e as férias podiam estar, se não fosse este furo... toca a ir embora. E para quando era o vôo? PARA DAÍ A 2 HORAS!!!!!!!!!!!!!!!! E as malas? Estavam na República Dominicana... provavelmente! Sim, eu fui daqui para o outro lado do mundo sem ter a certeza de ter lá as malas e com uma filha pequena que só iria comer as comidas que lá estavam. Conclusão: foi ir a casa, fazer uma mini mala de precaução e voar até ao aeroporto. Lá foi o meu pai atrás de nós...
Desta vez tudo correu bem e mal chegámos ao destino tinhamos um homem à saída da pista com um papel com o nome do meu marido. Ajudou-nos em tudo e levou-nos até às malas, que lá estavam guardadas numa jaulinha com palha em cima, sãs e salvas. Concluí que apesar de o aeroporto ser bem mais modesto que o nosso, funciona bem melhor e é mais fácil resolver as coisas... sem dúvida alguma!!!
E apesar deste longo discurso podemos dizer:
Final Feliz!!!